Rui Gaspar

Those who cannot remember the past are condemned to repeat it

Realidade Virtual no Cinema

February 7th, 2010


Desde o “experience theater” de Morton Heilig nos anos 50, passando por filmes como TRON e Brainstorm, até às salas de cinema 3D, ao IMAX e ao Futuroscope, a realidade virtual há já muito tempo representa uma parte importante no cinema. É verdade que a definição de realidade virtual como uma experiência interactiva que exige do utilizador o uso dos 5 sentidos vai um pouco contra a ideia do cinema como experiência estática que só estimula a visão e a audição. No entanto, isso não nos impede de pensar no Sensorama, com a sua imersão dos 5 sentidos, como “o cinema do futuro”, ou de representar uma realidade virtual de elevadíssimo realismo no argumento dos próprios filmes, ou ainda de projectar filmes com imagens e som 3D de maneira a imergir os espectadores numa realidade virtual parcial mas muitíssimo realista.

Desde que, o actor e director, Antonin Artaud descreveu pela primeira vez, em 1938, o teatro como “la réalite virtuelle”, tanto o conceito como a tecnologia que o acompanha têm vindo a evoluir consideravelmente, o mesmo acontecendo com a sua aplicação na área do cinema. Esta evolução tem sido de tal maneira rápida que muito do que se tinha como sonhos e ideias extravagantes é hoje uma realidade, só possível graças a técnicas cada vez mais avançadas de filmagem, com várias câmaras em posições e com ângulos diferentes, captação de movimentos reais, através de uma variedade de sensores, edição de imagem por computador, etc.

Para além de filmes como The Matrix e ExistenZ, criados, respectivamente, pelos irmãos Wachowski e David Cronenberg em 1999, que representam uma realidade virtual de tal maneira realista que nos levam a considerar a sua plausibilidade, existem ainda inúmeras salas de cinema 3D onde podemos imergir em imagens que saem do ecrã, com ecrãs enormes que abrangem por completo a nossa visão, como o IMAX Dome, com cadeiras que ganham vida para nos dar a ideia de movimento, como no Futuroscope, e até com cheiros, tudo para nos fazer entrar num outro mundo, numa realidade virtual.

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